quarta-feira, setembro 19, 2007

Reflexão de Ponta I

Constatando o elevado índice de separações e divórcios entre gente da minha geração, pergunto-me se as Novas Tecnologias de Informação e redes sociais decorrentes não terão tido, nesse particular, uma influência mais ou menos decisiva no esboroamento de casamentos e relacionamentos aparentemente sólidos…

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9 Comments:

Anonymous Susy said...

O problema de haver muitas separações é única e exclusivamente das pessoas, no respeito que têm ou não umas pelas outras e o facto de agirem por impulso e não saberem aquilo que na realidade querem.

quinta-feira, setembro 20, 2007 6:48:00 da manhã  
Blogger Ricardo said...

por motivos que se compreender, não vou comentar este post, não é senhor autor?
Grande abraço.

quinta-feira, setembro 20, 2007 10:01:00 da manhã  
Blogger Davi Reis said...

O post não personaliza nem é essa a intenção, obviamente. Mas parece-me sociologicamente pertinente aferir até que ponto as NTI's e as redes sociais vieram ou não fragilizar relacionamentos, ou até que ponto tiveram/têm um papel no fenómeno. Uma coisa é certa: nunca como agora foi tão fácil o famoso “engate”…

Beijinho e aquele abraço

quinta-feira, setembro 20, 2007 1:02:00 da tarde  
Anonymous gc said...

concordo com a primeira interveniente, é lógico que parte das pessoas, contudo a questão aqui não é primária.

O acesso rápido de mensagem, o escudo social que confere o msn, o catálogo de carne fresca que é o hi5, promove um catalizar da essência funebre que move as relações inter-pessoais.

é fácil é barato não há receios de desilusões, disparar em todos os sentidos e aguardar quem caia na ratoeira.

óbvio que a pré disposição é cada vez maior, parece-me, que cada vez mais a palavra insatisfação entre pares é maior, e que o desejo do fruto proibido é cada vez mais presente.

Abraço fraterno

(muito ainda por dizer)

quinta-feira, setembro 20, 2007 2:14:00 da tarde  
Anonymous gc said...

bom..só agora vi a repetição de"cada vez" e "maior" peço desculpa pela paupérrima alusão ao nosso português.

quinta-feira, setembro 20, 2007 2:27:00 da tarde  
Anonymous Susy said...

Concodo contigo gc, nem sequer falei na internet porque me iria alongar bastante no meu comentario, mas realmente a facilidade que existe hoje em dia de "oferta" na internet é imensa. Quanto ao facto de dizeres que não há desilusão, não concordo porque acaba por existir, não inicialmente mas depois. Contudo, continuo a dizer que isso vai das pessoas. E falo por experiência própria.
Beijos

quinta-feira, setembro 20, 2007 2:44:00 da tarde  
Blogger Prosa e Poesia said...

Olá boa noite,

Vivemos na era da pós-modernidade:individualismo é a nova "modalidade" do social; autores como Francis Fukyuama "o fim da história e o ultimo homem" avizinha que a humanidade como é conhecida, pode a partir desta era abandonar a sua construção histórica; será superior a razão à emoção como diz Touraine?

as novas tecnologias de comunicação e informação são uma caixa de pandora...

bem vindos ao admirável mundo novo do Huxley

:)

Maria

quinta-feira, setembro 20, 2007 10:49:00 da tarde  
Blogger Davi Reis said...

Ao "Admirável Mundo Novo" ou a "1984"? Ainda não chegámos a Huxley, e estamos precisamente em Orwell... Dois planetas gémeos, mas um com a Lua e outro com o Sol...
Os Estados não têm controlo total sobre o desenvolvimento de embriões - premissa sobre a qual está arquitectada toda a Admirável trama distópica de Huxley.
Já em "1984", têm-no sobre a vida privada dos cidadãos, exercendo as mais letíferas formas de repressão.
Diga-se que são, de longe, dois dos meus livros preferidos, se bem que a vida académica me tenha levado a ganhar grande intimidade sobretudo com "1984"...
Recordo que Huxley foi professor de Orwell, a dada altura - se não me falha a memória. Duas obras excepcionais - o Yin e o Yang da literatura distópica política e social.

Obrigado pelo comentário, Maria.

quinta-feira, setembro 20, 2007 11:19:00 da tarde  
Blogger Prosa e Poesia said...

Olá Davi,
Duas coisas importantes no livro do Fukuyama: lógica da ciência moderna e a luta pelo reconhecimento; a primeira impele o homem a preencher o horizonte cada vez mais vasto de desejos através do processo económico racional; a segunda é, de acordo com Fukuyama (e Hegel), nada menos do que o próprio «motor da história». Ora, segundo a tese defendida por Fukuyama, estas duas vertentes conduziriam, ao longo dos tempos, ao eventual colapso de ditaduras de direita e de esquerda, como tem acontecido, impelindo as sociedades, mesmo as culturalmente distintas, para a democracia capitalista liberal, vista como o estádio final do processo histórico: será que a condição espiritual deste «último homem», privado de saídas para materializar a sua ânsia de poder, inevitavelmente o conduzirá, a ele e ao mundo, ao regresso ao caos e ao derramamento de sangue? Convenhámos que esta ultima metafóra é muito interessante (sociologicamente);
O que eu quis "religar" no teu post foram 3 coisas: nova concepção do "individuo"; relações sociais e novas tecnologias. e na minha opinião esta ligação é explosiva :)
Tens razão quando dizes que estamos mais em "1984" mas também estamos já aviver estadios "huxlianos" pq já temos info-excluidos :)

Beijo

Maria

sexta-feira, setembro 21, 2007 1:36:00 da tarde  

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