sexta-feira, março 27, 2015

Anno X - O Jantar

Semi-aleatória, como sempre, eis a legenda identificativa dos comensais cordianos, queridos Amigos presentes n' O Jantar que, por feliz destino, marca o 10.º aniversário deste blogue: André Paiva, Bruno Sardo, Carolina Pinto, Ricardo Tomás, Sofia Damião, Ricardo Pinto, Nuno 'Dino' Rodrigues, Carlos Nunes, Miguel Pereira, César da Silveira, João Barroso, João Trigo, Miguel Leão Miranda, João Pimenta, Hugo Simões, Rita Franchi, manas L. e M. Franchi Costa e Rui Pedro Costa. Se há um ano tínhamos um 11 inicial disposto a comer a relva, este ano fomos 19 para estágio - equipa completa, portanto, capaz de sentar sete suplentes e tudo, como mandam as regras.

Palavras são parcas, como vem sendo hábito, para descrever o que sinto quando vos vejo chegar, um a um, com um sorriso de amizade genuína estampada no rosto e veemente nos gestos, nos Abraços, nas saudades. De tudo o que possa já ter escrito antes nesta data, eis que procuro um golpe de asa prolixo que transfigure o cansaço, a exaustão, em doçuras de alma que sempre me enternecem, levando-me a perseguir algumas palavras que se agigantem, fazendo-vos justiça. 
Recordo que, há dez anos, quando o Caderno de Corda nasceu, não havia Facebook. Nós líamos mesmo os blogues uns dos outros, procurávamo-nos - a nós e aos outros - numa plataforma de linguagens mais íntimas e duradouras, por oposição à efemeridade e à aparência das redes sociais. Este ano, que completa a primeira década de grande aventura cordiana, é prova de que a casa se constrói pelos alicerces, e só assim permanecerá e crescerá forte, apesar do temporal lá fora e da iniquidade de um mundo hostil por natureza. 
Depois de uma noite em branco a trabalhar, num período difícil e muito exigente, olho para trás e constato que só um rato de arquivo (para não escrever "biblioteca", cujo termo seria bloguisticamente desadequado) com muito tempo vago e curiosidade felina poderia abarcar o volume e os conteúdos contidos nesta página desde o seu primeiro post. De facto, mesmo clicando na tag que reúne os posts relativos ao aniversário cordiano, e, por consequência, ao Jantar, constata-se que, por definição do Blogger, a página inicial já não tem de há algum tempo a esta parte capacidade para conter, de uma assentada, todos os conteúdos relacionados, acabando os mais antigos por ficar excluídos, embora consultáveis apenas com recurso aos arquivos mensais. 
Com todos vós tenho uma ou várias histórias de vida marcantes, momentos partilhados de memórias inapagáveis e impagáveis. Melhor do que isso, apraz-me olhar, por exemplo, para o Dino, para o César e para o Trigo, e vê-los à conversa como poderia tê-los visto há mais de 20 anos. Enche-me o coração armar um pretexto que volte a reunir outros três ou quatro amigos de infância, de escola primária, e outros tantos amigos de rua cruz-quebradense, de escuteiros, de colégio, de banda, de turma, e todos juntos sermos o momento de que se não desiste. Foi verdadeiramente esse o motivo que me fez, com o impulso do Gustavo Silva, patrono original do Jantar, pela primeira vez ausente por motivos incontornáveis, abraçar este Jantar como a uma tabla contínua de passado, presente e futuro maciços e duráveis, que se consubstancia na nossa presença e que consegue, paradoxalmente, flexibilizar os contornos do tempo e do espaço em concavidades e convexidades que nos mantêm à tona de uma realidade que, como não me canso de escrever nesta ocasião, transcende em muito a liça cibernética, resgatando a tangibilidade dos afectos.
Sim, este jantar é um feito de todos, muito além da celebração do aniversário do blogue, e eu só posso sentir-me honrado pelo privilégio de estar convosco anualmente, nesta data, de forma espontânea, livre e desejada mutuamente.
Como já havia referido no ano passado, "quando O Jantar se realize numa sexta-feira ou num sábado, devem os estimados confrades prolongar a saída nocturna para um copo em ambiente aprazível, propício à conversação e à troca de ideias". Ora isto acontecerá precisamente para o ano que vem, sendo que O Jantar irá realizar-se a um sábado. Preparem-se, pois.  
Prometo ainda que, em 2016, entabularei contactos antecipados com o Restaurante A Valenciana de forma a que o preço do jantar seja desinflacionado, uma vez constatada novamente a imparável subida de preços. 
Este ano o patrono do jantar, Gustavo Silva, não pôde, pela primeira vez, comparecer, mas sentimo-lo em espírito, tal como outros comensais cordianos não presentes nesta "edição", como o Paulo Amaral, o Hugo Dantas, o Ricardo Girão, o Rui Pina, o João Carlos, o Bruno Tomás (e a Rute), o Felipe Gomes ou o Rui Almeida. 

Como sempre nesta ocasião, o cabeçalho do Caderno de Corda encontra-se agora actualizado, podendo ler-se, no final da animação taylor made pelo realizador Tiago Pereira, Anno X. 

Daqui a exactamente um ano, no mesmo sítio, à mesma hora.

ASSIM foi. Assim seja. 

















Todas as fotos são do Irmão Ricardo Pinto, que só aparece quando a foto, de grupo, é tirada por um/a funcionário/a do Restaurante A Valenciana. 

Links para posts análogos dos aniversários anteriores:

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quarta-feira, março 25, 2015

'Silêncio (Estamos no Ar)' - nova canção em estreia absoluta, aquiagora


Como uma velha gravação de um ritmo de guitarra básico, swingado, num pequeno e portátil leitor de mp3, anteriormente usado para gravar entrevistas de trabalho jornalístico, resulta numa canção: 'Silêncio (Estamos no Ar)'. Aquilo eram apenas uns compassos de um ritmo meio repetitivo, mas que sugeriam qualquer coisa extra com facilidade - caminhos diversos por onde deambular sobre terreno pouco atribulado. 
Ora, aqui há uns meses, andava eu, por entre ficheiros mp3 de esquiços modestos e mal gravados, à procura de qualquer coisa açucarada para compor uma canção nova na qual pretendia utilizar novos instrumentos, quando fiz a minha escolha. A melodia da voz surgiu logo quase por inteiro nessa audição distante do ponto de partida. Peguei no meu gravador de oito pistas Boss BR800 e gravei, numa manhã, as guias de bateria, guitarra, baixo, voz (melodia apenas) e melódica. Quando necessário, usei os microfones incorporados do próprio gravador. O importante era o registo das ideias, rápidas neste caso. 
É em particular relevante referir que comecei por compor e gravar sobre uma bateria programada/desenhada por mim com recurso ao software Rhythm Editor do Boss BR800, tal como havia feito em 'Universo de 1', mas que, a meio do processo, acabei por comprar a "unidade de ritmo" "Doctor Rhythm" Boss DR880, que inclui pads dinâmicas e sensíveis que me permitem efectivamente tocar bateria com os dedos. Foi, portanto, no DR880 que toquei e programei a bateria que se ouve em definitivo nesta versão. Recomendo o DR880. Excelente máquina, mas não substitui um baterista. 
Depois da bateria, que inclui pistas de pandeireta, shaker e outros instrumentos (subtis q.b.) de percussão, gravei o baixo - o meu muy estimado Höfner Ignition Beatles Bass VSB, réplica acessível do de McCartney; as guitarras eléctricas (Duesenberg Starplayer TV e Ibanez EX-370); pela primeira vez numa canção, a minha primeira 12 cordas acústica - uma espantosa guitarra Fender Tim Armstrong Hellcat - e, também pela primeira vez, um inusitado e vintage sintetizador analógico de bolso Stylophone Dübreq (o primeiro a ser comercializado, na década de 60), uma Melodica (Thomann, a mais baratinha) e o também sintetizador analógico de bolso, este de última geração, Monotron Delay, performado com inspirada elevação por Modeler (Tiago Almeida Pereira), cuja participação muito me apraz. Por fim, gravei as vozes com o microfone de condensador largo Golden Age Project FC3 - pouca coisa, aliás; seguramente menos do que tinha idealizado, mas oito pistas são oito pistas, como um euro é um euro, ou como estar vivo é o contrário de estar morto. Como já tornei implícito, tudo foi gravado, produzido e masterizado no gravador digital de oito pistas Boss BR-800.  
Quanto ao tema, a lírica é quase naïf, em contraponto com as vozes de dois pulhíticos contemporâneos de grande e escatológica envergadura, como que dizendo ao público (ou a si próprio, ou mesmo outrém de si mesmo, quiçá quem? - a leitura está em aberto, sempre) para prestar atenção à música e vir dançar com ela. Bottom line, é sempre mais do que isso... Em todo o caso, também masterizei e publiquei na página do Reverb Nation uma segunda versão, sem a introdução das ditas vozes, a que chamei de versão "clean cut"
Por fim, mais uma vez consigo gravar todos os instrumentos de uma canção e só depois me apercebo da existência de um lapso na letra cantada (gravada). Assim sendo, justiceira errata, no primeiro verso da segunda estrofe, quando se ouve "a emissão vai começar" deveria ouvir-se "a sessão vai começar". Por esse motivo, mantenho a letra correcta abaixo, independentemente do lapso gravado. De sublinhar, mais uma vez, a colaboração pronta do Tiago Pereira, que pela primeira vez participou na grande aventura cordiana. Ao momento, além de outras vazas à espera de corte, eu, o Bill e o Tomás mantemos uma nova canção por concluir, totalmente captada no estúdio do Bill. A ver vamos o que dela será. Poderá alguém ainda ajudar a concluí-la, ou então não. Bottom line, é sempre mais do que isso, mas, de facto, aqui é a música que interessa. Silêncio! Estamos no ar!


Todas as canções originais estão disponíveis para download gratuito. 

Clique em "download". 

* Silêncio (Estamos no Ar) - letra *

Eu não demoro, volto já
Não se levante do seu lugar
A emissão vai começar
Silêncio, que já estamos no ar...

Silêncio, yo-yo...

Silêncio!
Silêncio!, estamos no ar!
Estamos no ar!...

A sessão vai começar 
Tu no balcão, no melhor lugar
Fica pra ouvir, vem dançar
Silêncio!, que já estamos no ar...

Silêncio, yo-yo...

Silêncio!
Silêncio!, estamos no ar!
Estamos no ar!...

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Anno X - O Jantar (convocatória tardia)

Quase uma década de Caderno de Corda. À chegada, chega também, tardia mas da praxe, a convocatória formal para O Jantar, que se realiza invariavelmente no restaurante A Valenciana. Como sempre, a participação é livre e dedicada aos meus indefectíveis Irmãos cordianos, pensando também nos estimados leitores, fisicamente distantes, ou nem por isso. Note-se que O Jantar se realiza sempre a dia 26 para que, a 27, dia de aniversário, este blogue se apresente devidamente engalanado e actualizado. Ten!

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sexta-feira, novembro 28, 2014

'A Nova Fé (É a Descrença)' - nova canção em estreia aqui e agora

"A Nova Fé (É a Descrença)" resulta de uma delonga invulgar na base do seu processo de produção. Trata-se de uma canção que já estava quase inteiramente escrita e parcialmente gravada (no pequeno Micro BR de quatro pistas) em meados de 2013, mas que eu pretendia regravar e concluir, tal como já havia sido acertado, no estúdio do Bill (Sebastiano Ferranti), que assim iria tocar e captar uma bateria orgânica, por oposição à bateria programada sobre a qual eu havia gravado todo o instrumental (baixo, guitarras, etc). 
Entretanto, já com a bateria do Bill gravada, e sabendo da vontade de dois ex-Baby Jane (Ricardo Tomás e Ricardo Pinto) em participar nas gravações que estavam em curso, optámos por regravar também (além da bateria) o baixo e as vozes. O Tomás estudou a lição e gravou rapidamente a sua linha de baixo em estúdio, mas o Pinto, apesar da dedicação que empreendeu no projecto de canção, teve por fim dificuldade em conciliar agendas, pelo que acabei por gravar as vozes em definitivo, em casa, com recurso ao gravador Boss BR-800 e aos microfones Golden Age Project FC3 e Shure SM58. Teria sido desejável que o Tomás gravasse também vozes, mas, mais uma vez, houve um pequeno desacerto de agendas que fez com que o Bill concluísse os trabalhos com as pistas de voz que eu lhe tinha enviado.  
Quer isto dizer que esta canção é um Frankenstein de produção áudio maquilhado a pó de arroz, mas um Frankenstein domado q.b. - talvez demasiado manso para o que eu desejaria, essencialmente devido à má qualidade do som de guitarra obtido originalmente no Micro BR, que condicionou tudo o resto no processo de masterização. As guitarras foram, portanto, inteiramente gravadas no meu anterior gravador digital de quatro pistas Boss Micro BR, com o respectivo processamento; a bateria e o baixo foram gravados no estúdio do Bill pelo próprio, sendo que o baixo foi tocado pelo Ricardo Tomás; as vozes foram, por fim, gravadas no meu BR-800 em casa e posteriormente enviadas ao Bill; a mistura e a masterização foram concluídas ontem, dia 27, pelo Bill no seu estúdio. 
Sobre a canção propriamente dita, resulta da observação, a partir da janela de minha casa, do desencanto neurótico, da alienação angustiada, da agressividade descontrolada dos transeuntes na rua. Desde que regressei para o centro de Lisboa, onde vivi durante quase toda a vida, notei particularmente uma crescente inquietação existencial pairante nas gentes, que amiúde leva pessoas a descontrolarem-se, insultarem-se e até agredirem-se em plena rua. Desconhecidos, casais, familiares. Uma perturbação generalizada e notória para quem, como eu, passou alguns anos a viver e a trabalhar em casa, fora de Lisboa, numa zona meramente habitacional, sem o bulício da capital. Mas não vou escrever mais sobre a canção do que escrevi para a própria...
Resta dizer que há um lapso na letra cantada (gravada), sendo que, no sexto verso, quando se ouve "olho a cidade enraivecida" deveria ouvir-se "ouço a cidade". Por esse motivo, mantenho a letra correcta abaixo, independentemente do lapso gravado. De sublinhar, mais uma vez, a colaboração do meu Irmão Ricardo Tomás, que gravou o seu primeiro tema comigo no formato pós-Baby Jane. Ao momento, eu, o Bill e o Tomás estamos perto de concluir nova canção gravada a três, mas agora totalmente captada no estúdio do Bill.  

Todas as canções originais estão disponíveis para download gratuito. 

Clique em "download". 

* A Nova Fé (É a Descrença) - letra *

Nunca tantos deveram
tanto a tão poucos
Nunca tantos partiram 
em busca de sonhos

Abeirado à janela
ouço a cidade
enraivecida

A nova fé é a descrença

A fé
no peito
um mar sem pé
A nova fé é a descrença.

Não há dívida tua
apátrida ruga
que pague a não-vida
silente na funda noite
que te engole os dias

Nunca tantos fugiram
de tantos credores
Nunca tantos sedaram
do espírito as dores

Abeirado à janela
vejo a cidade
enlouquecida

A nova fé é a descrença

Longa noite de uma inquisição sem Fé…
o instinto da acção no peito aberto 
e dentro um mar sem pé
revolto e incerto

Nunca tantos deveram
tantos favores
Nunca tantos viveram
como vasos sem flores

Abeirado à janela
sinto a cidade
fria e tensa

A nova fé é mesmo a descrença

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quinta-feira, novembro 27, 2014

Guitarra Fender Tim Armstrong Hellcat de 12 cordas + Stylophone Dübreq + Melodica Thomann

Breve nota apenas para registar ter sido hoje que chegou a minha primeira 12 cordas acústica - uma espantosa guitarra Fender Tim Armstrong Hellcat de 12 cordas - e, por acréscimo, também o meu Stylophone Dübreq e a minha Melodica, de marca Thomann. Let's keep on rockin'!


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segunda-feira, novembro 24, 2014

Videoclip de 'Universo de 1'


A canção "Universo de 1" foi apresentada AQUI, no Caderno de Corda, mais precisamente no dia 12 de Novembro de 2014. Hoje publico o videoclip possível, realizado por mim, mais uma vez pejado de imagens ilicitamente obtidas do YouTube. Não deixo, obviamente, de referir as fontes de que me abeberei, com todo o respeito:

https://www.youtube.com/watch?v=6DY87zB8_Mg
https://www.youtube.com/watch?v=UWwHJtJR750
https://www.youtube.com/watch?v=dGyZvSSUBgI
https://www.youtube.com/watch?v=arZgrr0tp9s
https://www.youtube.com/watch?v=uQkMTZWEjcU
https://www.youtube.com/watch?v=WfGMYdalClU

Devo acrescentar que o videoclip que aqui se estreia foi realizado por mim em software gratuito. Compus, produzi, gravei, toquei, cantei, misturei e masterizei integralmente a música em casa (música, letra, baixo, guitarras, pandeireta e vozes) no gravador digital de oito pistas Boss BR-800. Todas as informações no post de lançamento da canção.

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quarta-feira, novembro 12, 2014

Regravação de "Universo de 1", versão 2014


Acabada de regravar e publicar ontem no ReverbNation, dia 11 de Novembro de 2014, "Universo de 1" é uma canção já muito antiga que começou inusitadamente pelo refrão, por volta de 1998 ou 99, guardado na memória durante talvez um ano ou coisa que o valha, até que, finalmente, surgiu o resto da canção, escrita, composta e gravada integralmente já no ano 2000, após um regresso de África.
A primeira gravação embrionária do tema (que se pode ouvir isoladamente AQUI), datada portanto do ano 2000, foi levada a cabo pelo João Martins, baixista dos Skamioneta do Lixo, na garagem do Carlos, então um dos músicos da banda Beringelas. À época, contei com a participação do Paulo Amaral na bateria, que integrava, tal como eu, os Baby Jane, sendo que todos os restantes instrumentos e vozes (guitarras, baixo e instrumentação adicional) ficaram a meu cargo. Apesar de ter integrado consistentemente o reportório dos Baby Jane no seu tempo, a canção nunca fez parte de qualquer maquette da banda.
Porque a primeira gravação apresenta inúmeros defeitos, falhas e uma qualidade inferior (descobri há pouco que o master de que disponho se encontra em mono), resolvi regravá-la em casa com o equipamento de que disponho agora. Assim sendo, tudo foi feito no gravador digital de oito pistas Boss BR-800 com o seguinte equipamento: microfone de condensador largo Golden Age Project FC3, microfone Shure SM58, guitarras eléctricas Duesenberg Starplayer TV e Ibanez EX-370, baixo Höfner Ignition Beatles Bass VSB e uma pandeireta. A bateria foi inteiramente programada, ponto a ponto, no software Rhythm Editor do BR-800. 

Todas as canções originais estão disponíveis para download gratuito. 

Clique em "download".

* Universo de 1 (letra) *

Se tudo fosse meu...
o poder de ter o teu e então brincar
no dorso de um animal,
uma cenoura num fio
como um telejornal...

No mundo visual,
cor daquilo que se é ou se pertence...
e sem saber, já se tem religião
como o político que ganhou a eleição

Temos de entrar para poder sair
Partir é chegar e chegar será sempre partir

Se tu pudesses ver
além daquilo que se pode ter,
como átomo e electrão...
pode ser...
como a terra e o sol,
ou inverter...
a escala é nossa invenção,
como dizer?...
tudo isto é anzol
e tubarão

Temos de entrar para poder sair
Partir é chegar e chegar será sempre partir

Temos de entrar para poder sair
Partir é chegar e chegar será sempre a partir,
Sempre a partir...

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quarta-feira, outubro 22, 2014

Videoclip de 'Filho da Minha Vontade (P'ra Lá dos Lençóis)'



A canção "Filho da Minha Vontade (P'ra Lá dos Lençóis)" foi apresentada AQUI, no Caderno de Corda, mais precisamente no dia 3 de Setembro de 2014. Hoje publico o videoclip possível, realizado por mim, mais uma vez pejado de imagens ilicitamente obtidas do YouTube. Não deixo, no entanto, de referir as fontes de que me abeberei, sendo que, na verdade, nem todos os links abaixo muniram de conteúdos este videoclip


Devo acrescentar que o videoclip que aqui se estreia foi realizado por mim em software gratuito. Compus, gravei, toquei, cantei, misturei e masterizei integralmente a música em casa (música, letra, guitalele, guitarras, pandeireta, shaker e vozes) no gravador digital de oito pistas Boss BR-800. Todas as informações no post de lançamento da canção.

n. b. - Porque a audição da música é prejudicada pela qualidade inferior do som pós-upload no YouTube, segue abaixo um player que remete para a mesma, com melhor qualidade de audição, embora em MP3, é certo. Se o estimado leitor quiser pode, em local apropriado, e sem procurar muito, fazer o download desta e doutras canções.


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terça-feira, setembro 23, 2014

Höfner Ignition Beatles Bass VSB

Acabadinho de chegar da Alemanha, eis o meu novo baixo: o Höfner Ignition Beatles Bass VSB, que foi imortalizado pelo Grande Mestre Paul McCartney. Trata-se, na verdade, de uma réplica do originalmente usado pelo baixista em grande parte das gravações e dos concertos dos míticos The Beatles. O estojo, produzido pela Thomann, é também uma réplica do que Paul usava. Levíssimo e super-maneiro. Como ainda não tive tempo de testá-lo ligado a um amp ou a uma mesa, posso apenas dizer que o som natural, unplugged, dele é já muito aprazível. Veio com cordas roundwound mas, pelo que já li e toquei, mudá-las-ei, a seu tempo, por cordas flatwound, como me parece ser recomendável para este baixo. Uma coisa é certa: hoje já começo a gravar musiquinha nova. 


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quarta-feira, setembro 03, 2014

Nova canção "Filho da Minha Vontade (P'ra Lá dos Lençóis)" em estreia aqui e agora

"Filho da Minha Vontade (P'ra Lá dos Lençóis)" terá começado a ser composta em finais de 2013/início de 2014. O primeiro esboço foi ainda apontado no gravador digital de quatro pistas Micro BR, da Boss, mas, entretanto, com a compra do BR-800, acabei por concluir a canção neste último gravador, de oito pistas e mais um par de sapatos. Apesar de ter a canção totalmente composta e gravada (à excepção da voz) há muito (provavelmente desde Março ou Abril de 2014), só na noite passada (madrugada deste dia 3 de Setembro) gravei algumas pistas de voz que faltavam, masterizei e de imediato publiquei no meu quartel-general das canções - leia-se ReverbNation.  
A canção terá tido a sua origem quando tocava o Guitalele GL-1, da Yamaha, que comprei no final de 2013, e constitui, até ao momento, a materialização mais sólida de uma ideia original embalada pelo som desta espécie de ukulele barítono acústico com seis cordas de nylon (uma pequena viola com som de ukulele e afinação em LÁ).
Apesar do andamento mellow da canção, entre aquilo que à partida poderia ser mais easy going (e listening) e aquilo que seria decorrente da minha experiência directa e das minhas preocupações mais prementes e efectivas, optei por escrever uma letra o mais pessoal possível, cujo subtexto é mais agri do que doce. Dedico-a ao meu pai, ainda que ele não o saiba aquilatar.
Antes de enumerar os instrumentos usados na gravação, devo mencionar a colaboração do meu querido e velho amigo Nuno 'Dino' Rodrigues, que me recebeu em sua casa, no seu estúdio caseiro, para gravarmos juntos o coro que se ouve entre os 2'35'' e os 3'07''. Pela primeira vez na história das gravações caseiras desta casa existe por ali outra voz que não a minha, mas deseja-se que o "efeito" seja mais notório e presente no futuro. Estamos a trabalhar nesse sentido e mantém-se a promessa do surgimento abrupto de mais canções no curto prazo - canções essas que estão há muito em linha de produção, embora em stand by de processos.
Por fim, antes da letra da canção, fique registado que, à excepção do coro já referido, gravado em casa do Dino, tudo foi feito no gravador digital de oito pistas Boss BR-800 com o microfone de condensador largo Golden Age Project FC3, uma pandeireta, um shaker artesanal de madeira, um Guitalele Yamaha GL-1 e as guitarras electro-acústica Ibañez EWC-30 de cordas de aço e a eléctrica Duesenberg Starplayer TV.  

Todas as canções originais, à excepção da canção mais recente, estão disponíveis para download gratuito.

Clique em "download".

* Filho da Minha Vontade (P'ra Lá dos Lençóis) - letra *

Vem, deixa-te aninhar.
Perdi-me p'ra te encontrares.
És tu quem me viu nascer...
eu sou Édipo sem querer...

Dorme e come, 
deixa a confusão
p'ra lá dos lençóis.

Vais deixar-me sem memória,
olhos fundos, perdidos, a boiar sem glória,
e eu vou ver como a Liberdade
rouba um beijo às portas da cidade
- saudade de sentir saudade,
filho da minha Vontade...

Bem pode chover lá fora
e nem que a terra trema,
estás a salvo sob a minha asa
numa casa que o Amor sustenta.

Mas eu vou ver como a Liberdade
rouba o Sol à tarde...
Nada temas, volto p'ra abraçar-te.

Não estás só. Não estás só...

Come e dorme, 
deixa a confusão
p'ra lá dos lençóis.

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terça-feira, agosto 05, 2014

Baby Jane nos Reis do Estúdio: todos os momentos mais relevantes

E aqui estão, finalmente, todos os vídeos que, no canal da casa, recordam a participação dos Baby Jane no programa da RTP1 Reis do Estúdio, gravado nos Estúdios 365 e emitido em 1997/98. Da primeira eliminatória, passando pela semi-final e fechando com a final, estão reunidos neste post, em dez vídeos, os momentos mais relevantes da participação dos Baby Jane ao longo de todo o programa. Mais uma vez, um agradecimento indispensável ao Dino Duarte, que, a partir da sua ilha da Madeira, teve a extrema gentileza de me disponibilizar, na íntegra, os programas em que os Baby Jane actuaram.

Baby Jane - entrevista com Ágata (Reis do Estúdio, 1.ª eliminatória)

"A Minha Casinha" (Xutos) por Ricardo Pinto (Baby Jane) - Reis do Estúdio, 1.ª eliminatória


Baby Jane - "Sol da Caparica" (Peste & Sida) - Reis do Estúdio, 1.ª eliminatória


Reis do Estúdio: Baby Jane vencem eliminatória


"A Minha Casinha" (Xutos) por Ricardo Pinto (Baby Jane) - semi-final de Reis do Estúdio


Baby Jane - "Impressões Digitais" (GNR) - semi-final de Reis do Estúdio


Reis do Estúdio: Baby Jane vencem semi-final


Finalíssima do programa Reis do Estúdio: apresentação das bandas


Baby Jane - "Playback" (Carlos Paião) - Final de Reis do Estúdio


Reis do Estúdio: Decisão Final

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Versões de teste de "Street Spirit (Fade Out)" e "Rockin' in the Free World" no YouTube

Pois... é isso... as versões de teste de "Street Spirit (Fade Out)" e "Rockin' in the Free World" chegaram rapidamente ao YouTube, mais especificamente ao canal deste que vos escreve: https://www.youtube.com/user/davireis
Como já havia escrito nos respectivos posts de publicação das referidas canções (AQUI e AQUI), ambas as gravações foram realizadas com o propósito de testar novo equipamento.  

STREET SPIRIT (FADE OUT) - RADIOHEAD - ACOUSTIC RENDITION BY DAVI REIS


ROCKIN' IN THE FREE WORLD (NEIL YOUNG) - COVER BY DAVI REIS

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sexta-feira, agosto 01, 2014

"Rockin' in the Free World", de Neil Young, por Davi Reis. Em teste: Boss BR-800 e Golden Age Project FC3


Audição recomendada com headphones

Depois de uma primeira experiência acústica com uma versão de apenas voz e guitarra de "Street Spirit (Fade Out)", dos Radiohead, chegou a hora de fazer o teste do rock ao gravador digital multipistas Boss BR-800 e ao microfone de condensador largo Golden Age Project FC3, comprados há coisa de quatro meses. 
Assim sendo, toquei, cantei e gravei uma versão da canção icónica "Rockin' in the Free World"  (studio version), de Neil Young, que masterizei duas vezes - uma versão mais "hard" e outra mais "soft", essencialmente por questões relacionadas com volumes. Note-se que a bateria é o único instrumento não orgânico, embora tenha sido, desta feita, totalmente "desenhada" por mim através do software Rhythm Editor, do BR-800, muito à semelhança do que se pode ouvir na versão original de estúdio, embora um pouco mais acelerada (135 bpm). Ambas as versões se encontram desde ontem no player do Reverb Nation - uma à cabeça, temporariamente (hard version), e outra na cauda da lista (soft version). Está bom de ver que gosto mais da versão "hard"...
Usei o habitual baixo Rockson de 80 euros, a guitarra Duesenberg Starplayer TV e, finalmente, de regresso, a Ibanez EX-370 que sempre me acompanhou, de novo engalanada para a acção ao melhor nível, graças às mãos hábeis e cuidadosas do Nuno Carmona, também conhecido como Tarzan.
Como já tinha escrito antes, há várias canções em processo de gravação e composição. Por isso, stay tuned!


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terça-feira, abril 22, 2014

A minha visão literal da confirmação do título


Benfica - Olhanense, 28.ª jornada, época 2013/14. Vídeo gravado pouco depois do segundo golo do Benfica e de Lima no jogo. Quem não gosta de futebol é porque não nasceu do Benfica. Et Pluribus Unum.

Obrigado, Patrícia Nicolau e Miguel Dias Ferreira! À Benfica!

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quinta-feira, março 27, 2014

Anno IX - O Jantar



Mantendo a semi-aleatoriedade tradicional da legenda, eis o 11 inicial que literalmente comeu a relva n' O Jantar cordiano de 9.º aniversário: Ricardo Pinto, Ricardo Girão, Rui Pina, Hugo Dantas, João Barroso, Miguel Leão Miranda, Hugo Simões, João Trigo, Gustavo Silva, Carlos Nunes e João Pimenta.


Corria o anno de 2006 quando Gustavo Silva, Patrono d’O Jantar, convocou, na caixa de comentário do post de 16 de Março de 2006 - “Anno I – Exortação aos estimados leitores” -, um jantar sob pretexto da celebração do primeiro aniversário (27 de Março) do Caderno de Corda.   
Passaram-se nove anos desde a criação deste blogue, inicialmente dedicado à publicação de poesia pueril e adolescente que estava guardada na gaveta, mas apenas sete jantares se realizaram – o sexto e o sétimo anos registaram excepções justificadas. 
Já alguma coisa foi escrita antes, durante as madrugadas pós-Jantar, e parte disso já nem as tags contêm. Ao fim de nove anos de posts neste dia, sobre este tema, a alternativa é consultar os arquivos mensais de antanho se quisermos recordar os respectivos jantares.
Penso em vocês, no que escrever, e vêm-me à memória os Irmãos Ricardo e Bruno Tomás, que hoje perderam uma avó. Para eles a para a família, Aquele Abraço de todos os presentes. Estiveram no nosso pensamento.
Quero sempre dar-vos palavras novas para dizer o óbvio, o genuíno. Ainda que a metáfora seja pobre e eu esteja estafado, sinto-me com o depósito cheio – e não é de frango nem esparregado, se bem que aquela travessa anacorética de relva fria, cheia a dois terços, me tenha deixado com remorsos.
Isto é, pois, como anteriores textos comemorativos do aniversário cordiano, escrito no fio da navalha, mas com o coração cheio. Faltou pela primeira vez, por motivo de força maior, o Comensal-Mor de Maconge, indefectível titularíssimo César da Silveira, mas tivemos reforços de luxo com as saudadas presenças dos muito estimados Ricardo Girão, Rui Pina, Hugo Dantas e João Barroso. Em dúvida estiveram muitos outros Amigos, alguns dos quais reincidentes n' O Jantar, como o Felipe Gomes, o João Graça, o Rui Almeida, o Paulo Amaral ou o Bruno Sardo, a quem deixo Aquele Abraço e, desde já, o convite para o próximo ano.
Pegando em algumas palavras já aqui escritas antes pela mesma ocasião, julgo ser importante relevar que estabelecemos efectivamente pontes mais próximas, abraçando pretextos para a celebração da Amizade. O nosso Jantar transcende a liça cibernética, resgatando a mais tangível realidade dos afectos - jantar que é igualmente um feito de todos, muito além da mera celebração do aniversário deste blogue. A efeméride não pode passar sem concretização à mesa; o Caderno de Corda não se pode fazer sem isto.
Sem que tenha consultado o Borda d’ Água, quero deixar desde já um desafio aos Comensais: quando O Jantar se realize numa sexta-feira ou num sábado, devem os estimados confrades prolongar a saída nocturna para um copo em ambiente aprazível, propício à conversação e à troca de ideias. Enternecem imensamente este que vos escreve e na mesma medida honram este blogue, mas isto é tudo, realmente, acerca de nós e das coisas simples que sabemos sem saber.
O Caderno de Corda promete, para breve, a publicação de novas canções, e tem na manga um projecto que, se tudo correr bem, demore o tempo que demorar, será também um projecto vosso, especialmente daqueles que tenham dedo (ou dez) para a música, para a lírica ou para as artes visuais e performativas. E com isto apercebo-me de que, mais uma vez, não fomos surpreendidos por bailarinas exóticas.
Como sempre nesta ocasião, o cabeçalho do Caderno de Corda está agora actualizado, podendo ler-se, no final da animação, Anno IX.

Daqui a exactamente um ano, no mesmo sítio, à mesma hora. 

ASSIM foi. Assim seja.

Como sempre, O Jantar teve lugar no restaurante-churrasqueira A Valenciana, em Campolide

N.b. - A derrota por 1-0 do Sport Lisboa e Benfica perante o Porto na primeira mão da meia-final da Taça de Portugal, jogada nas Antas, não passaria de um elemento de crónica lateral, tendo em conta que, na Luz, a história do jogo será outra. No entanto, é absolutamente indispensável a referência ao jogo, sendo verdade que, não havendo televisor na sala habitual d’A Valenciana onde sempre se realizou O Jantar, a equipa do restaurante desenvolveu, com assinalável gentileza, todos os esforços para que os Comensais Cordianos pudessem, numa sala disponibilizada exclusivamente para o efeito, ver o jogo. Para tal, a gerência d’A Valenciana procedeu à contratação de um electricista que, na manhã do próprio dia, estabeleceu as ligações necessárias.

'Té já.

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