quinta-feira, julho 17, 2008

Nada é Nada

De nada vale um barril furado
ou sem uma aduela apenas,
ainda que da melhor madeira.
Tenho os bolsos rotos
e uma sanguessuga no umbigo.
No silêncio ignoto do meu quarto
posso sempre fotografar as fotografias
com um olhar de plástico
e dizer que são minhas as viagens,
que fui eu quem escreveu
a página branca do Imperador.
Posso convocar dos confins subterrâneos
os átomos das pessoas
e chuvas de piedade e desolação.
É Verão.
Não chove há um mês.
Não sei se há um mês há um mês...
O tempo não pede licença para matar
e corta o diamante.
Nada é nada.

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4 Comments:

Blogger Germano said...

Você deu cores à roupa invisível do imperador.

Teu nada é muito.

Abraços de fé, meu camarada.
E sucesso sempre.

Germano
Aparece...

quinta-feira, julho 17, 2008 1:02:00 da tarde  
Blogger Davi Reis said...

Valeu, Germano. É uma honra deste blogue ter-te como leitor reincidente.

Um abraço fraterno, camarada

quinta-feira, julho 17, 2008 2:35:00 da tarde  
Blogger rui said...

Muito bom!

quinta-feira, julho 17, 2008 11:23:00 da tarde  
Blogger JPT said...

Nada é tudo, amigo, para alguns. E tudo pode não ser nada.

muito bom.

abraços

sexta-feira, julho 18, 2008 8:11:00 da manhã  

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