sábado, setembro 06, 2008

O Canto de Anseriz (Travessa da Fonte de Baixo)

Sei de um canto em Anseriz,
berço de um cravo roxo
e de um Rosário que me bendiz
e que trago no peito como um facho
sempre aceso e motriz
dos versos que às vezes faço.

Ali também eu tenho a raiz
junto à Fonte de Baixo,
junto à Travessa que não diz
nem canta as doçuras de um cacho
de irmãos em sangue tinto,
vinho, cantaria e xisto.

Serei Anser-eris, poeta romano;
serei o visigótico Anserico;
sereis os gansos do Açor,
da Lousã, da Estrela que me guia
das profundezas da terra
ao alto da noite escura.

Os Anjos ainda vão a Anseriz nas festas
com canções de outra aquela
encontrar Trindades de duas arestas
e Fé que não se revela.

"Ó arco de pedra
da Fonte Fundeira!
Quem te fez, ó arco?
Foi o Zé Feiteira."

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4 Comments:

Blogger JPT said...

Para mim, das tuas melhores frases até hoje, amigo. Parabéns.

domingo, setembro 07, 2008 9:32:00 da manhã  
Blogger Davi Reis said...

Alguma em particular ou "a frase" poética como trama do poema, meu velho?
Vê lá se isso não é um elogio!...

:D

Aquele!

segunda-feira, setembro 08, 2008 4:00:00 da manhã  
Blogger JPT said...

Todo o poema, amigo. Adorei. Parabéns!

terça-feira, setembro 09, 2008 8:37:00 da tarde  
Blogger rui said...

As letras correm-te no sangue,PARABENS!
Se me puderes enviar fotos que ilustrem o teu poema agradecia.
UGA!

segunda-feira, outubro 27, 2008 1:36:00 da tarde  

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