sábado, junho 19, 2010

Pilar

Se eu te deitasse a mão
à borda do casaco
e não te deixasse cair,
chorarias também.

Pensar em ti eleva-me
acima de uma Grande Lisboa sitiada
no dia de caírem as máscaras dos hipócritas.

Sorrir para ti foi relembrar
que a emoção tem a impunidade legítima
de uma folha de oliveira
que rodopia até jazer no junco.

Ter tido a mão direita
abraçada pelas tuas mãos
significou pouco quando a morte, a tua,
põe o meu coração ao alto
e sublima estes minutos da minha vida,
que olhando-te temo
não fazer bastante.

A José Saramago

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3 Comments:

Blogger Mariá T said...

Realmente peosia muito bonita. Parabéns

terça-feira, agosto 24, 2010 4:00:00 da tarde  
Blogger Mariá T said...

e tô te seguindoo ;*

terça-feira, agosto 24, 2010 4:06:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Daqui, além mar..bem longe, digo: "Felicidades..!!"

..seja Pilar..ou Outro Alguém!!!

PS.
Estive aqui porque tocou-me forte um dos meus "vaipes" de escrita, ora em prosa ou minha "pseudo-poesia", num dia especial...para sobreviver!!
Mas, envolta em pensamentos e confiando nestes meios de comunicação (ainda não aprendi a importância do "save" volta e meia), tudo se evaporou!!! Azarete...ou talvez melhor assim!! Nunca sabemos, certo?
Porque o mesmo já não sai...O tempo, do qual também fala/canta, passou e por isso termino deste jeito tão sem jeito..

Muito obrigada pela paciência/compreensão!!

Com elevada estima,

Um abraço

sábado, agosto 28, 2010 12:45:00 da manhã  

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