domingo, maio 24, 2026

II ServilivreS II. Imagem gerada por inteligência artificial (DALL-E) a partir do palíndromo reversível de Jeremias Cabrita da Silva.  

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II ServilivreS II

II ServilivreS II
palíndromo reversível de queda e retorno ↔ ↓↑
Lê-se da esquerda para a direita
e do avesso, da direita para a esquerda.
Lê-se de cima para baixo
e em retorno, de baixo para cima.

Lê-se em queda.
Vira-se do avesso.
Relê-se em retorno.
Livre do poder vil. Aura, rutura, rua. Livres, a rua somos. Sós, somos aura servil. Somos sós. Somos… – o breve verbo: Somos. Paz: zap! Livre, servil… servil é livres; livres é servil: servi livres. Até o poeta a rima mira e até o Papa poeta é. Rir, o breve verbo rir. Até o poder do povo é ovo podre do poeta. Paz: zap! O muro é o rumo, o teu gueto, o nó do dono, o copo no poço. O muro… rever o rumo. Adias a saída: remeter é temer o ano do não. Adias a data da saída. Livres. O muro. Remeter é temer o rumo servil. Paz: zap! Lei fiel. Erro comum ocorre. A lei… fiel a? Ó povo, pó! Livre temer; remeter vil. Livres? A corte. O corte é troco, é troca servil. Paz: zap! O lodo do dolo a casa saca. O nada dá dano; a base do teto desaba. A tropa à porta, o medo do demo, o rito: tiro à sacada da casa. Paz: zap! A torre da derrota, o rumo do muro, o rude e duro ódio do doido. Ato idiota. O lobo ama o bolo. Aí rufa a fúria. O trote torto, o treco certo. O terrível é ele vir reto. Livres. O muro. A greve verga o rumo servil. Paz: zap! Reviver, reler, reviver; rever para prever o muro, reviver o rumo, a rua, aura, a meta, tema, luz azul. O mito é ótimo. Servil, o muro. A greve verga. O rumo: livres. Paz: zap! Servil, a rua. Somos sós, somos aura, livres. Salta esse atlas. Reter e rever para prever e reter. Ó, e reter o mar é ter amor etéreo. Roma me tem amor, amada dama. O dia caído… A base desaba o voo do ovo. A dama cai acamada. Ame o poema. Livre-se, servil! Reviver!
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II ServilivreS II
palíndromo reversível de queda e retorno ↔ ↓↑
Reviver! Livre-se, servil! Ame o poema. A dama cai acamada. O voo do ovo. A base desaba. O dia caído, amada dama. Roma me tem amor. Ó, e reter o mar é ter amor etéreo. Reter e rever para prever e reter. Salta esse atlas. Servil, a rua. Somos sós, somos aura, livres. Paz: zap! Servil, o muro. A greve verga. O rumo: livres. O mito é ótimo. Luz azul. A meta: tema; a rua: aura. O muro… reviver o rumo, rever para prever. Reviver, reler, reviver. Paz: zap! Livres. O muro. A greve verga o rumo servil. O terrível é ele vir reto. O treco certo, o trote torto, aí rufa a fúria: o lobo ama o bolo. Ato idiota, ódio do doido, o rude e duro, o rumo do muro, a torre da derrota. Paz: zap! À sacada da casa, o rito: tiro. O medo do demo, a tropa à porta. A base do teto desaba. O nada dá dano; a casa saca o lodo do dolo. Paz: zap! Livres? A corte. O corte é troco, é troca servil. Livre temer; remeter vil. Ó povo, pó! A lei… fiel a? Erro comum ocorre: Lei fiel. Paz: zap! Livres. O muro. Remeter é temer o rumo servil. Adias a data da saída, o ano do não. Remeter é temer. Adias a saída. O muro… rever o rumo, o copo no poço, o nó do dono, o teu gueto: o muro é o rumo. Paz: zap! Até o poder do povo é ovo podre do poeta. Rir, o breve verbo rir, e até o Papa poeta é. A rima mira até o poeta. Servi livres. Livres é servil, servil é livres… Livre, servil… Paz: zap! Somos: o breve verbo. Somos sós. Somos livres, a rua somos. Sós, somos aura servil. Aura, rutura, rua livre do poder vil.

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segunda-feira, maio 18, 2026

Rios que Correm sem Foz. Imagem gerada por inteligência artificial (DALL-E) a partir da terza rima homónima de Jeremias Cabrita da Silva.

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Rios que Correm sem Foz

Vim tocar a cicatriz de uma nascente.
Esta água era de todos, comunal.
Traz agora sangue e cobre na corrente,

usurpada ao chão, sangrada num canal,
que na jugular do monte foi captada,
medida, sem curso próprio, sem caudal.

Na medula do país corre sulcada,
na álgebra do lucro e da exploração,
a ribeira, pátria concessionada.

Do ventre do lugar, funda subtração
do bem comum sob decreto de captura,
nascimento revogado em servidão.

Há rios na garganta da infraestrutura,
nos altares do silício, domados
pela mansa precisão da ditadura.

Do livre curso da vida expropriados,
fluímos sem margem de ser, incompletos,
na foz do amor e do desejo castrados.

Nunca nos quiseram livres, mas quietos:
somos nós os servidores obsoletos.

Terza Rima de matriz dantesca
(tradição italiana medieval)
por Jeremias Cabrita da Silva
in "Poemas para um País por Fazer"
(Edições Cravo & Ferradura, 2039)

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terça-feira, maio 05, 2026

Anno XXI - O Jantar (convocatória)

Ao 21.º ano, eis a convocatória para O Jantar, que, após deliberação em Capítulo do Estado-Maior Cordiano, se realiza este ano a 30 de Maio de 2026, no sítio do costume. Como é sabido, o aniversário comemora-se de 26 para 27 de Março (data do aniversário do blogue), mas vem sendo já hábito concretizá-lo em data posterior, de modo a favorecer a comparência do maior número de consorores e confrades cordian@s. Tragam um Amigo também.

Confirmação requerida na página do evento no Facebook: 

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