quinta-feira, novembro 02, 2023

A última canção

sexta-feira, março 13, 2020

"Who is Charles M. Lieber?" ou "Who Framed Charles Lieber?"

terça-feira, novembro 19, 2019

José Mário Branco, do Porto, muito mais vivo que morto

Tive o privilégio de conhecer José Mário Branco em 2008, mais precisamente no dia 9 de Fevereiro, quando os meus Baby Jane se juntaram a ele em concerto de protesto pelo Movimento Porta 65 Fechada. Além da grandeza da obra, do carácter e do génio, ficou-me gravado o trato extraordinariamente afável de um homem terno, solidário, generoso e humilde, pronto para os outros e para a guerra. Ouçamos a imortal catarse.


Resultado de imagem para porta 65 fechada "josé mário branco"

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sexta-feira, agosto 17, 2018

Xutos'1000 - Não sou o único


No passado dia 7 de Julho fiz-me à estrada às 7 da manhã para estar no Pragal pela fresquinha, prestes a enfrentar um dia de calor, à torreira do sol, para homenagear o Zé Pedro e os Xutos & Pontapés numa interpretação massiva de "Não Sou o Único" pelos fãs da banda com vista à posterior realização do vídeo que aqui se divulga. 
Eram para ser 1000 mas foram menos - cerca de 700, mais coisa, menos coisa. A organização foi esforçada, mas talvez carecesse de mais meios para atingir os resultados a que se propusera. Pela minha parte, foi um dia necessário, já que eu não me furtava à homenagem, ainda que preferisse associar-me a um evento no qual a organização não se colocasse tanto no centro dos acontecimentos. 
Houve pessoas que voaram de Inglaterra para Portugal e outras que atravessaram o País para estar presentes. Pessoas que se prepararam em casa para tocar como se do seu instrumento dependesse o sucesso do evento, mas que, infelizmente, praticamente nem aparecem no vídeo (ou não aparecem mesmo), dando-se primazia a uma massa de gente no coro que certamente não teve de carregar material pesado ou fazer trabalho de casa, a alguns dos organizadores e aos chamados "líderes de naipe", cujo trabalho de preparação podia ter sido melhor sob alguns aspectos. 
A título de exemplo, e aqui numa crítica declarada à edição de vídeo, no momento do solo de guitarra o que vemos é uma mole de gente no coro com braços no ar e... mais braços no ar quando havia dezenas de músicos destacados numa fileira de guitarras solo aos quais não é dado um segundo, senão um destaque já descontextualizado do solo para o "líder de naipe", a posteriori... Frequentemente vemos também planos de corte de instrumentistas e vozes desfasados do tempo da acção e da música... 
Enfim, não querendo ser tão crítico como poderia (podia ir mais longe), devo dizer que o dia se passou bem, especialmente tendo em conta que estive na companhia de um amigo feito in loco, o guitarrista Nuno Conde, a quem fiquei a dever o facto de não ter apanhado um escaldão à séria graças ao protector solar dos filhos dele.  

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terça-feira, agosto 14, 2018

Videoclip de "Silêncio (Estamos no Ar)"


A canção "Silêncio (Estamos no Ar)" foi apresentada AQUI, no Caderno de Corda, mais precisamente no dia 25 de Março de 2015. Hoje publico o videoclip possível, realizado por mim com recurso ao software Movie Studio 15, mais uma vez pejado de imagens ilicitamente obtidas do YouTube.
Compus, gravei, toquei, cantei, misturei e masterizei integralmente a música em casa (música, letra, baixo, guitarras, pandeireta, vozes, Stylophone e demais instrumentos) no gravador digital de oito pistas Boss BR-800. A bateria foi inteiramente tocada e programada na unidade de ritmo Boss DR-880. Todas as informações no post de lançamento da canção.

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sábado, setembro 09, 2017

Maria do Rosário de Almeida Pereira de Brito Simões (Rosarinho). 19h08, 9 de Setembro de 2017

segunda-feira, março 27, 2017

Anno XII - O Jantar

Legenda como sempre aleatória da foto: Ricardo Girão, Moisés, João Pimenta, João Trigo, César da Silveira, Miguel Leão Miranda, Nuno "Dino" Rodrigues, Fernando Cruz, Joana Guerra, Ricardo Pinto, Hugo Simões, Carolina Pinto, Sofia Damião, Rui Pina, Hugo Dantas, Rute Ferreira, Ricardo Tomás, Sara Matos e Carlota Amaral.  

E, ao décimo segundo anno de Caderno de Corda, quando quase toda a substancial prosa poética já foi antes deitada e servida à mesa cibernética por esta ocasião, chegamos àquele ponto em que o blogue deste vosso dedicado escriba parece já não precisar de enlear os leitores para que o seu jantar comemorativo se concretize com Vitalidade e entusiasmo sempre crescentes. Arriscaria dizer ser essa a gratificação suprema no que respeita à memória do seu verdadeiro e último fito.
Este estará por certo longe de ser o post comemorativo mais prolixo, mais inspirado, mais imediatista. Está, de facto, a ser escrito a contra-relógio na manhã de sexta-feira de dia 31 de Março de 2017, mais de quatro dias depois da realização do Jantar e do aniversário do Caderno de Corda, por absoluta necessidade e, por motivos pessoais e profissionais bem aventurados, por impossibilidade declarada de fazê-lo antes com dedicação que a ocasião merece.
Entre grandes volumes de trabalho que exigem entrega absoluta e a preparação de uma longa viagem para Quito, no Equador, dentro de cerca de um dia, aqui me encontro, dedicando-vos, queridos confrades cordianos, estas linhas e algumas considerações fundamentais para a memória futura do que vos escreve e do seu blogue.
Como os honorários e beneméritos comensais cordianos saberão, este blogue foi, durante largo período, depositório criativo regular; construção por vezes sôfrega, megalómana, por vezes suspirante, mas sempre incansável e confidente, de peito e braços abertos. Não obstante, com o tempo, a Vida 1.0 e o advento das redes sociais, o Caderno de Corda foi vendo reduzida, gradualmente, a periodicidade de publicação.

Escrevia-se aqui assim, há dois anos:

(...) quando o Caderno de Corda nasceu, não havia Facebook. Nós líamos mesmo os blogues uns dos outros, procurávamo-nos - a nós e aos outros - numa plataforma de linguagens mais íntimas e duradouras, por oposição à efemeridade e à aparência das redes sociais. Este ano (..) é prova de que a casa se constrói pelos alicerces, e só assim permanecerá e crescerá forte, apesar do temporal lá fora e da iniquidade de um mundo hostil por natureza."
Hoje tudo está melhor, mais sólido, mais forte, mais promissor do que há dois anos. No entanto, o Caderno de Corda não o exprime na forma e no conteúdo do que o caracteriza: a Música, a poesia, a prosa, a prosa poética e outros deleites criativos que exigem Vida e largas doses de ociosa e dedicada contemplação. O que aqui vem sendo prometido nos últimos anos não está a ser cumprido - que o Caderno de Corda voltaria em breve às grandes empreitadas poéticas e à publicação de novos e inéditos objectos criativos, ainda que etéreos. Mas a promessa não é vã - chegue a Vida a dar-nos tempo.

Ainda assim, como também se pode ler AQUI há dois anos, o que está contido nos arquivos pode oferecer longas horas de leitura aos mais entusiastas e curiosos:

(...) só um rato de arquivo (para não escrever "biblioteca", cujo termo seria blogosfericamente desadequado) com muito tempo vago e curiosidade felina poderia abarcar o volume e os conteúdos desta página desde o seu primeiro post. De facto, mesmo clicando na tag que reúne os posts relativos ao aniversário cordiano, e, por consequência, do Jantar, constata-se que, por definição do Blogger, a página inicial já não tem, de há algum tempo a esta parte, capacidade para conter, de uma assentada, todos os conteúdos relacionados, acabando os mais antigos por ficar excluídos, embora consultáveis apenas com recurso aos arquivos mensais. 
Convidando, pois, os estimados leitores a visitar esta casa blogosférica, passo em revista, de modo muito sintético, alguns eventos que marcaram O Jantar - Anno XII, nomeadamente a notada - e justificada - ausência de última hora do Patrono Gustavo Silva, o aparecimento fugaz da Rita Franchi e do Rui Pedro Costa (que não jantaram nem posaram para a foto) e a estreia absoluta do mítico Moisés, também conhecido pelos profanos como Bernardo Rodrigues.
Mais uma vez, foi notada uma conta final inflacionada (possivelmente também devido aos muitos Cartuxas e a hipotéticos digestivos), a que porei termo sob compromisso de que, para o ano, estabeleceremos um valor fixo previamente.
No final, a noite prolongou-se. Primeiro cá fora, com Dino, Girão, Pina e Moisés, e depois em minha casa, com os resistentes Girão e Moisés, sendo que este último só de cá saiu por volta das 19 horas do dia seguinte, por sinal com dedos em sangue vertido nas cordas das minhas guitarras e no papel higiénico em que escreveu uma doce nota de despedida, deixada na porta do frigorífico.
Pela segunda vez foi pedido à confraria cordiana que compusesse ela própria, a múltiplas mãos, um texto que comemorasse a ocasião e, de algum modo, dispensasse este vosso esforçado escriba de, ano após ano, chegar à superação e ao novo. Quando há um ano havíamos tentado recorrer ao método surrealista cadavre exquis, subvertendo o discurso literário convencional, "a confraria compôs um texto de tal modo progressista e simbólico, pleno de alçapões metafóricos, abstracções elevadas e alegorias finas, quase etéreas, que decidi apresentá-lo (...) traduzido e adaptado em inglês com base em cálculos numerológicos e na sequência de Fibonacci".
Este ano sucedeu algo semelhante, mas com a particularidade de que, imediatamente antes de ser entregue a folha e a caneta ao Primeiro Literato Irmão João Trigo, foi feito um anúncio feliz que modelou inadvertida e indelevelmente os conteúdos das proposições escritas dos estimados confrades. Tal não estava previsto e, na Verdade, seria algo preferencialmente mantido em sigilo neste imediato. No entanto, o Caderno de Corda não cerceia; liberta. Assim sendo, neste "Cordian Cadavre Exquis 2 (Vida 2.0)" que deve parte do nome ao Nuno "Dino" Rodrigues (Vida 2.0), a equipa de editores do Caderno de Corda optou por, desta feita, recorrer a uma técnica avançada de pot-pourri, razão por que não vou respeitar necessariamente a ordem pela qual as frases foram integralmente escritas, mas mantenho todo o conteúdo manuscrito, palavra a palavra, misturando ideias e procurando sentidos alternativos que preencham de ambiguação e dúvida o leitor páraquedista quanto ao seu significado original.

 Cordian Cadavre Exquis 2 (Vida 2.0)
Numa noite especial, reúnem-se os amigos para saber, só se assim quiseres, que há que pensar positivo e acima de tudo saber que a solidão não existe. Quando temos tão bons amigos, sempre perto e nunca longe, é de aproveitar que estamos vivos, com saúde, caso precisemos de algo, seja nos bons ou maus momentos. A vida que vivemos e a vida que está por vir, tudo é a nossa história, o passado e o devir. O importante é que se venha!, e que tudo nos leve à Vida 2.0 que tanto queremos que chegue! Tens a caminho a maior felicidade do mundo. Que venha do Sporting porque, do mesmo modo, o consenso sobre a necessidade de qualificação desafia a capacidade de equalização das direcções preferenciais no sentido do progresso para trazer mais este elo de suor, sangue e algum sémen! Ordem e progresso, "ipirangou" alguém! Foda-se, clamou outro! "Random", suspirou o Trigo. Olha, Hugo, tu vai pinar, tu pinas bem! É o que dizem por aí.  Parabéns! É o que se deve dizer. Estaremos todos aqui para ajudar, mas tenho pena, mudando de assunto, não ter entrado na foto de 2008 (fui eu que tirei, eheheh). Aos aniversários, casamentos e baptizados, obrigada pelo apoio mesmo distante, muita saúde e vai ser bué complicado mais um sobrinho! Espero que os reencontros sejam muitos e por bué tempo, no que for preciso, incluindo desencaminhar para o sítio certo. Grande orgulho ver o Simões juntar-se à equipa. Penalti ou não, o melhor remate da tua vida não foi ao poste... Agora a esperança de encontros menos esporádicos dos papás! Seguro que será um grande pai! Uma felicidade inexplicável, imensa, do fundo do coração. Aproveita meu Irmão! Estamos juntos. Viva o Benfica e penalti para o Porto.
(fotografia artística de pormenor da mesa do Jantar por Ricardo Girão e Moisés)

Regresso, novamente, a uma ideia já disposta em aniversários cordianos anteriores, mas que se mantém totalmente válida: 

"Enche-me o coração armar um pretexto que volte a reunir outros três ou quatro amigos de infância, de escola primária, e outros tantos amigos de rua cruz-quebradense, de escuteiros, de colégio, de banda, de turma, e todos juntos sermos o momento de que se não desiste. Foi verdadeiramente esse o motivo que me fez, com o impulso do Gustavo Silva, (...) abraçar este Jantar como a uma tabla contínua de passado, presente e futuro maciços e duráveis, que se consubstancia na nossa presença e que consegue, paradoxalmente, flexibilizar os contornos do tempo e do espaço em concavidades e convexidades que nos mantêm à tona de uma realidade que, como não me canso de escrever nesta ocasião, transcende em muito a liça cibernética, resgatando a tangibilidade dos afectos. Sim, este jantar é um feito de todos, muito além da celebração do aniversário do blogue, e eu só posso sentir-me honrado pelo privilégio de estar convosco anualmente, nesta data, de forma espontânea, livre e desejada mutuamente."
Todas as fotos (exceptuando uma) do Irmão Ricardo Pinto, também referido no Jantar como "Torre do Tombo"

Este blogue é e continuará a ser o meu fiel depositório criativo.

Como sempre nesta ocasião, o cabeçalho do Caderno de Corda encontra-se actualizado, podendo ler-se, no final da animação taylor made pelo realizador Tiago Bettencourt Pereira, Anno XII.

Daqui a exactamente um ano, no mesmo sítio, à mesma hora.

ASSIM foi. Assim seja.

Links para posts análogos dos aniversários anteriores:

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sábado, agosto 06, 2016

Demasiado para o exprimir por palavras minhas

sexta-feira, abril 08, 2016

segunda-feira, novembro 02, 2015

A primeira vez com um bandolim nas mãos


Hoje chegou, via Thomann (UPS, mais precisamente), o meu bandolim Ibanez M510E-BS e respectivos aprestos, com cordas Elixir Nanoweb (por colocar) e estojo Rockcase RC 10641 BCT. O post justifica-se em parte pela chegada do instrumento novo, mas mereceu, na verdade, a rara distinção de feitura de um pequeno vídeo pelo facto de ter sido hoje que, pela primeira vez na vida, toquei bandolim - no caso uma pequena amostra improvisada da canção "Rise", de Eddie Vedder, que, como os conhecedores se aperceberão, não apresenta esta estrutura exacta, sendo certo que "aprendi" a canção há pouco, pelo que não sei tocá-la do princípio ao fim de acordo com a estrutura completa e correcta, e de cabeça. De resto, desconhecia até a afinação do instrumento, sendo que o bandolim chegou muito desafinado e temo mesmo que possa estar desequilibrado, uma vez que não afina na perfeição ao longo do braço - algo que terei de verificar com quem de direito em breve. Como se pode ouvir nesta gravação, o instrumento está sempre ligeiramente desafinado, mas nada que eu pudesse fazer quanto a isso, pelo menos para já... Apenas para memória futura, com dedicatória especial ao meu Irmão Ricardo Pinto, que faz 39 anos hoje.

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sexta-feira, agosto 28, 2015

Alter

Como a mente, sufocas por repouso
e o corpo sente, e o corpo...
Essa estreiteza esconsa no peito,
inquietude nervosa
que te paralisa...

O cão preto ladra todo o dia,
não te deixa dormir.

Estás nas mãos de Deus,
mas se Ele tivesse mãos
era tu,
e tu não estás nem aí,
ainda estando.

Se a vida não fosse um teste,
talvez pudesse ser divertida.

Aqueles em quem podes confiar
podem mudar de ideias, mudar...
Uns mudam, outros mudam-se,
alguns revelam-se.
Mudemos nós.

Na mente um caldo denso e morno,
e o corpo uma revista amarrotada,
templo abandonado,
alter dormente
onde homens pueris se refugiam,
coçando pruridos e iridescências
que inflamaram a Vontade
e que com eles apodrecerão.

A ouvir "A Little Bitter", de Alice in Chains. Em memória de Layne Staley.



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sexta-feira, março 27, 2015

Anno X - O Jantar

Semi-aleatória, como sempre, eis a legenda identificativa dos comensais cordianos, queridos Amigos presentes n' O Jantar que, por feliz destino, marca o 10.º aniversário deste blogue: André Paiva, Bruno Sardo, Carolina Pinto, Ricardo Tomás, Sofia Damião, Ricardo Pinto, Nuno 'Dino' Rodrigues, Carlos Nunes, Miguel Pereira, César da Silveira, João Barroso, João Trigo, Miguel Leão Miranda, João Pimenta, Hugo Simões, Rita Franchi, manas L. e M. Franchi Costa e Rui Pedro Costa. Se há um ano tínhamos um 11 inicial disposto a comer a relva, este ano fomos 19 para estágio - equipa completa, portanto, capaz de sentar sete suplentes e tudo, como mandam as regras.

Palavras são parcas, como vem sendo hábito, para descrever o que sinto quando vos vejo chegar, um a um, com um sorriso de amizade genuína estampada no rosto e veemente nos gestos, nos Abraços, nas saudades. De tudo o que possa já ter escrito antes nesta data, eis que procuro um golpe de asa prolixo que transfigure o cansaço, a exaustão, em doçuras de alma que sempre me enternecem, levando-me a perseguir algumas palavras que se agigantem, fazendo-vos justiça. 
Recordo que, há dez anos, quando o Caderno de Corda nasceu, não havia Facebook. Nós líamos mesmo os blogues uns dos outros, procurávamo-nos - a nós e aos outros - numa plataforma de linguagens mais íntimas e duradouras, por oposição à efemeridade e à aparência das redes sociais. Este ano, que completa a primeira década de grande aventura cordiana, é prova de que a casa se constrói pelos alicerces, e só assim permanecerá e crescerá forte, apesar do temporal lá fora e da iniquidade de um mundo hostil por natureza. 
Depois de uma noite em branco a trabalhar, num período difícil e muito exigente, olho para trás e constato que só um rato de arquivo (para não escrever "biblioteca", cujo termo seria bloguisticamente desadequado) com muito tempo vago e curiosidade felina poderia abarcar o volume e os conteúdos contidos nesta página desde o seu primeiro post. De facto, mesmo clicando na tag que reúne os posts relativos ao aniversário cordiano, e, por consequência, ao Jantar, constata-se que, por definição do Blogger, a página inicial já não tem de há algum tempo a esta parte capacidade para conter, de uma assentada, todos os conteúdos relacionados, acabando os mais antigos por ficar excluídos, embora consultáveis apenas com recurso aos arquivos mensais. 
Com todos vós tenho uma ou várias histórias de vida marcantes, momentos partilhados de memórias inapagáveis e impagáveis. Melhor do que isso, apraz-me olhar, por exemplo, para o Dino, para o César e para o Trigo, e vê-los à conversa como poderia tê-los visto há mais de 20 anos. Enche-me o coração armar um pretexto que volte a reunir outros três ou quatro amigos de infância, de escola primária, e outros tantos amigos de rua cruz-quebradense, de escuteiros, de colégio, de banda, de turma, e todos juntos sermos o momento de que se não desiste. Foi verdadeiramente esse o motivo que me fez, com o impulso do Gustavo Silva, patrono original do Jantar, pela primeira vez ausente por motivos incontornáveis, abraçar este Jantar como a uma tabla contínua de passado, presente e futuro maciços e duráveis, que se consubstancia na nossa presença e que consegue, paradoxalmente, flexibilizar os contornos do tempo e do espaço em concavidades e convexidades que nos mantêm à tona de uma realidade que, como não me canso de escrever nesta ocasião, transcende em muito a liça cibernética, resgatando a tangibilidade dos afectos.
Sim, este jantar é um feito de todos, muito além da celebração do aniversário do blogue, e eu só posso sentir-me honrado pelo privilégio de estar convosco anualmente, nesta data, de forma espontânea, livre e desejada mutuamente.
Como já havia referido no ano passado, "quando O Jantar se realize numa sexta-feira ou num sábado, devem os estimados confrades prolongar a saída nocturna para um copo em ambiente aprazível, propício à conversação e à troca de ideias". Ora isto acontecerá precisamente para o ano que vem, sendo que O Jantar irá realizar-se a um sábado. Preparem-se, pois.  
Prometo ainda que, em 2016, entabularei contactos antecipados com o Restaurante A Valenciana de forma a que o preço do jantar seja desinflacionado, uma vez constatada novamente a imparável subida de preços. 
Este ano o patrono do jantar, Gustavo Silva, não pôde, pela primeira vez, comparecer, mas sentimo-lo em espírito, tal como outros comensais cordianos não presentes nesta "edição", como o Paulo Amaral, o Hugo Dantas, o Ricardo Girão, o Rui Pina, o João Carlos, o Bruno Tomás (e a Rute), o Felipe Gomes ou o Rui Almeida. 

Como sempre nesta ocasião, o cabeçalho do Caderno de Corda encontra-se agora actualizado, podendo ler-se, no final da animação taylor made pelo realizador Tiago Pereira, Anno X. 

Daqui a exactamente um ano, no mesmo sítio, à mesma hora.

ASSIM foi. Assim seja. 

















Todas as fotos são do Irmão Ricardo Pinto, que só aparece quando a foto, de grupo, é tirada por um/a funcionário/a do Restaurante A Valenciana. 

Links para posts análogos dos aniversários anteriores:

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segunda-feira, novembro 24, 2014

Videoclip de 'Universo de 1'


A canção "Universo de 1" foi apresentada AQUI, no Caderno de Corda, mais precisamente no dia 12 de Novembro de 2014. Hoje publico o videoclip possível, realizado por mim, mais uma vez pejado de imagens ilicitamente obtidas do YouTube. Não deixo, obviamente, de referir as fontes de que me abeberei, com todo o respeito:

https://www.youtube.com/watch?v=6DY87zB8_Mg
https://www.youtube.com/watch?v=UWwHJtJR750
https://www.youtube.com/watch?v=dGyZvSSUBgI
https://www.youtube.com/watch?v=arZgrr0tp9s
https://www.youtube.com/watch?v=uQkMTZWEjcU
https://www.youtube.com/watch?v=WfGMYdalClU

Devo acrescentar que o videoclip que aqui se estreia foi realizado por mim em software gratuito. Compus, produzi, gravei, toquei, cantei, misturei e masterizei integralmente a música em casa (música, letra, baixo, guitarras, pandeireta e vozes) no gravador digital de oito pistas Boss BR-800. Todas as informações no post de lançamento da canção.

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quarta-feira, outubro 22, 2014

Videoclip de 'Filho da Minha Vontade (P'ra Lá dos Lençóis)'



A canção "Filho da Minha Vontade (P'ra Lá dos Lençóis)" foi apresentada AQUI, no Caderno de Corda, mais precisamente no dia 3 de Setembro de 2014. Hoje publico o videoclip possível, realizado por mim, mais uma vez pejado de imagens ilicitamente obtidas do YouTube. Não deixo, no entanto, de referir as fontes de que me abeberei, sendo que, na verdade, nem todos os links abaixo muniram de conteúdos este videoclip


Devo acrescentar que o videoclip que aqui se estreia foi realizado por mim em software gratuito. Compus, gravei, toquei, cantei, misturei e masterizei integralmente a música em casa (música, letra, guitalele, guitarras, pandeireta, shaker e vozes) no gravador digital de oito pistas Boss BR-800. Todas as informações no post de lançamento da canção.

n. b. - Porque a audição da música é prejudicada pela qualidade inferior do som pós-upload no YouTube, segue abaixo um player que remete para a mesma, com melhor qualidade de audição, embora em MP3, é certo. Se o estimado leitor quiser pode, em local apropriado, e sem procurar muito, fazer o download desta e doutras canções.

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terça-feira, agosto 05, 2014

Baby Jane nos Reis do Estúdio: todos os momentos mais relevantes

E aqui estão, finalmente, todos os vídeos que, no canal da casa, recordam a participação dos Baby Jane no programa da RTP1 Reis do Estúdio, gravado nos Estúdios 365 e emitido em 1997/98. Da primeira eliminatória, passando pela semi-final e fechando com a final, estão reunidos neste post, em dez vídeos, os momentos mais relevantes da participação dos Baby Jane ao longo de todo o programa. Mais uma vez, um agradecimento indispensável ao Dino Duarte, que, a partir da sua ilha da Madeira, teve a extrema gentileza de me disponibilizar, na íntegra, os programas em que os Baby Jane actuaram.

Baby Jane - entrevista com Ágata (Reis do Estúdio, 1.ª eliminatória)

"A Minha Casinha" (Xutos) por Ricardo Pinto (Baby Jane) - Reis do Estúdio, 1.ª eliminatória


Baby Jane - "Sol da Caparica" (Peste & Sida) - Reis do Estúdio, 1.ª eliminatória


Reis do Estúdio: Baby Jane vencem eliminatória


"A Minha Casinha" (Xutos) por Ricardo Pinto (Baby Jane) - semi-final de Reis do Estúdio


Baby Jane - "Impressões Digitais" (GNR) - semi-final de Reis do Estúdio


Reis do Estúdio: Baby Jane vencem semi-final


Finalíssima do programa Reis do Estúdio: apresentação das bandas


Baby Jane - "Playback" (Carlos Paião) - Final de Reis do Estúdio


Reis do Estúdio: Decisão Final

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terça-feira, abril 22, 2014

A minha visão literal da confirmação do título


Benfica - Olhanense, 28.ª jornada, época 2013/14. Vídeo gravado pouco depois do segundo golo do Benfica e de Lima no jogo. Quem não gosta de futebol é porque não nasceu do Benfica. Et Pluribus Unum.

Obrigado, Patrícia Nicolau e Miguel Dias Ferreira! À Benfica!

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sábado, março 22, 2014

Explaining the usage of the 5 most important synthesis modules: Oscillator, Filter, Amplifier, Envelope, and LFO - Introduction to Music Production (Berklee College of Music), Assignment 6

Quarta apresentação no Prezi; sexta semana do curso "Introduction to Music Production" (Berklee/Coursera), leccionado por Loudon Stearns. Uma aula simplificada contendo explicações sobre a utilização complexa (!) dos cinco módulos de síntese mais importantes: oscilador, filtro, amplificaror, envelope e LFO. Let's keep on learning in the free world!

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Demonstrating two of the three types of modulated short delay effects (flanger, phaser, chorus) on Boss BR-800 - Introduction to Music Production (Berklee College of Music), Assignment 5


Just for the record, este foi o resultado possível do "assignment" da minha quinta semana do curso "Introduction to Music Production" (Berklee/Coursera) - um dos vários cursos que tenho em... curso, além de outros que já concretizei. Mais uma vez, recomendo vivamente o Coursera.

This is my fifth assignment for the Introduction to Music Production course, run by Berklee College of Music and Coursera, administred by the Professor Loudon Stearns. I chose to elaborate on the topic "Demonstrate two of the three types of modulated short delay effects (flanger, phaser, chorus). Describe how they function and what they are best used for. Be sure to describe the Delay Time, LFO, Feedback and Dry/Wet sections". For that effect I used the Boss BR-800 8-track digital recorder and the electro-acoustic Ibanez EWC30 guitar. Lacking the time, I basically experimented with it in a very simplistic way. Rock on. Let's keep on learning in the free world! :)

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quinta-feira, fevereiro 13, 2014

How to record an acoustic instrument with Boss Micro BR - Introduction to Music Production (Berklee College of Music), Assignment 1


Just for the record, este foi o resultado possível do "assignment" da minha primeira semana do curso "Introduction to Music Production" (Berklee/Coursera) - um dos vários cursos que tenho em... curso, além de outros que já concretizei. Mais uma vez, recomendo vivamente o Coursera.
This is my first assignment for the Introduction to Music Production course, held by the Berklee College of Music and Coursera, administred by the Professor Loudon Stearns. I chose to elaborate on the topic "How to Record an Acoustic Instrument". For that effect I used the Boss Micro BR portable fourt track digital recorder and the Yamaha GL1 Guitalele. Hope you enjoy. Let's keep on learning in the free world!

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sábado, dezembro 28, 2013

Videoclip de 'Liberdade É Escrever Canções'


A canção "Liberdade É Escrever Canções" foi apresentada AQUI, no Caderno de Corda, mais precisamente no dia 14 de Junho de 2012. Hoje publico o videoclip possível, realizado por mim, pejadinho de imagens ilicitamente obtidas do YouTube. Não deixo, no entanto, de referir as fontes de que me abeberei, "com todo o respeito":

- http://www.youtube.com/watch?v=LyJrluVyF0c
- http://www.youtube.com/watch?v=M68k-7UMyOQ
- http://www.youtube.com/watch?v=qkasXuGQMZU
- http://www.youtube.com/watch?v=dK2UOlJ7fcY
- http://www.youtube.com/watch?v=G3MGlD53iSg
- http://www.youtube.com/watch?v=ro_dp4s1gAE
- http://www.youtube.com/watch?v=iKoY1txzTew
- http://www.youtube.com/watch?v=rOivicPKdVw
- http://www.youtube.com/watch?v=HFcNPn6Tg2Y
- http://www.youtube.com/watch?v=lNjneiUqsto
http://www.youtube.com/watch?v=FWClBDVtyAI
- http://www.youtube.com/watch?v=CLTThaNNGig
- http://www.youtube.com/watch?v=HbCIBzhv06w
- http://www.youtube.com/watch?v=Vb5kNTK6ads
- http://www.youtube.com/watch?v=iccEebtibfA
- http://www.youtube.com/watch?v=XsBl9vv5Hyw
- http://www.youtube.com/watch?v=V28wk6xSvE8
- http://www.youtube.com/watch?v=6aFPgDtsfPk
- http://www.youtube.com/watch?v=uGjHaC1ygMs
- http://www.youtube.com/watch?v=8QU9T2dDZlg
- http://www.youtube.com/watch?v=itTqG-y6J2k
- http://www.youtube.com/watch?v=QUc3NJdTEBU
- http://www.youtube.com/watch?v=iiblpg5PnW4
- http://www.youtube.com/watch?v=xd6C7Lfaoyw
- http://www.youtube.com/watch?v=CgjlpSlBeNM
- http://www.youtube.com/watch?v=BQQoI8xqdwg

Devo acrescentar que o videoclip que aqui se estreia foi realizado por mim em software gratuito. Compus e gravei integralmente a música em casa (música, letra, harmónica, bateria programada, baixo, guitarras, vozes), à excepção do órgão, tocado por Moisés (Bernardo Rodrigues). Todas as informações no post de lançamento da canção.
 
n. b. - Porque a audição da música é prejudicada pela má qualidade do som pós-upload no YouTube, segue abaixo um player que remete para a mesma, com melhor qualidade de audição, embora num MP3 fraco, é certo. Se o estimado leitor quiser pode, em local apropriado, e sem procurar muito, fazer o download desta e doutras canções.
 
 

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