José Mário Branco, do Porto, muito mais vivo que morto
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Baby Jane (com Pablo Ataide Banazol a
salvar o dia) no ISCTE, pela Mega Tour da Mega FM
15 de Janeiro de 2000
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Como está bom de ver, a banda Baby Jane não chegou a concretizar a edição do EP "História de Um Vinho Azedo", que, gravado em 2007, foi divulgado apenas no passado dia 24 de Dezembro. A noite de Natal foi assim pretexto para pôr termo à asfixia insustentável a que o trabalho estava sujeito, guardado e esquecido numa gaveta, sem que o público o pudesse ouvir. Etiquetas: Baby Jane, EP História de Um Vinho Azedo, Hipertexto Vazante, Música, Música Cordiana, Notas Autorais
Por estranho que pareça, soube há relativamente pouco tempo que uma das canções dos Baby Jane ("Quero Mais") foi editada no decorrer do Verão de 2008 numa compilação de apoio à campanha da Selecção Nacional para o Euro 2008, na Suíça. 
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Quase em simultâneo com a página oficial dos Baby Jane, o Caderno de Corda mostra como foram aqueles quase três minutos televisionados do final de manhã do dia 15 de Novembro passado, quando a banda apresentou em playback, no programa Portugal Sem Fronteiras, da RTP1, uma versão encurtada de "História de Um Vinho Azedo". Keep on rockin'.
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Finalmente, o videoclip de "História de Um Vinho Azedo", com o cunho do realizador Tiago Pereira
O desejado EP "História de Um Vinho Azedo" está, agora sim, uma vez concluídos os trabalhos de produção de brochura, videoclip e faixa interactiva que acompanharão o CD, prestes a ser reproduzido em fábrica. Para fãs e curiosos, os Baby Jane decidiram publicar na página MySpace e no blogue da banda o videoclip do single "História de Um Vinho Azedo" como preview, para aguçar o apetite...
Os Baby Jane não se cansam de agradecer a profunda colaboração artística do João Trigo, bem como o fantástico trabalho do realizador e videasta Tiago Pereira, do talentoso designer Michael Cavero de Carondelet e do duo dinâmico da Raio-X Carla Barroso e Vítor Palma Santos na feitura da faixa interactiva.
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Vídeo da manifestação levada a cabo no Porto, Domingo, dia 10 de Fevereiro, pelo Movimento Porta 65 Fechada. Ao som possível de "Tecto de Abrir".
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DIA 9 - Crew-Hassan - 20h (mapa)
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Eis o trabalho solitário que me consumiu e libertou nos últimos quatro dias. "Tecto de Abrir", que se pode ouvir no player acima, foi escrito e gravado por mim num tempo recorde, em casa, apenas com uma viola, uma guitarra, um baixo e voz. Ah!, claro, não esqueçamos o Micro BR, da Boss, o estúdio digital mais pequeno do mundo - um four-track digital sobre o qual já escrevi (AQUI, por exemplo, quando o comprei) e que faz maravilhas, apesar de caber num bolso. A bateria é programada - o Micro BR tem um sequenciador de bateria, com centenas de padrões. O trabalho foi realmente intenso - não saí de casa enquanto não terminei a tarefa. Sobre o player, devo acrescentar que este não permite a mostra de apenas uma música no caso de o autor ter, na página do site Reverb Nation, mais do que um tema publicado, ou seja, quando o estimado leitor terminar a audição de "Tecto de Abrir", seguir-se-ão três brincadeiras que fiz anteriormente, de valor meramente lúdico.
Por duas razões essenciais, este post é inédito: É a primeira vez que o Caderno de Corda serve de suporte para o lançamento (leia-se publicação) de uma canção que, por sua vez, é inédita, tendo sido publicada horas depois de terminada a masterização. Por outro lado, é a primeira vez que, com disponibilidade física e logística para fazer o que mais gosto, posso obter quase em tempo real um feedback do público, que, por ora, são os estimados leitores do Caderno de Corda.
Em adição à canção "Tecto de Abrir" devem, no meu entender, seguir algumas considerações, além da letra, que publico abaixo, e que permite acompanhar a música ao sabor das palavras. A este propósito, lanço uma espécie de concurso:
Quem descobrir, na letra escrita abaixo, uma gralha propositada na sua redacção, que brinca com a fonética e a semântica, alterando o sentido da frase mas mantendo a sua sonoridade, ganha um post poético a publicar-se no prazo de uma semana, quando este blogue regressar. Aliás, devo dizer que o presente post manter-se-á à cabeça propositadamente, sem publicação ulterior, pelo prazo de uma semana, porque o momento tem a sua solenidade, e porque é para este autor mais importante a audição de "Tecto de Abrir" do que a leitura de meia-dúzia de posts mais ou menos inspirados. Os outros quatro horseman dos Baby Jane não podem, no entanto, concorrer ao dito concurso, mas apenas porque já sabem a resposta - o único que não pôde vir hoje mesmo cá a casa ouvir o resultado, já o fez via Internet e falou comigo. Deixo apenas uma pista: a metade de frase escrita incorrectamente tem uma vírgula que engana, se acaso estivesse escrita tal como é, na verdade, cantada...
Outra consideração importante remete precisamente para os Baby Jane - a minha banda, como os assíduos já sabem ou depreenderam. Após audições aturadas, os meus quatro Irmãos aprovaram "Tecto de Abrir" para integrar o reportório da banda. Esta é outra novidade de peso: "Tecto de Abrir" é, assim, a mais recente música dos Baby Jane, apesar de o que aqui se ouve servir, no futuro próximo, de rascunho para o que a banda fará, ao vivo, logo após o lançamento do EP "História de Um Vinho Azedo". Como tem de ser aqui claramente explicitado, este "Tecto de Abrir" foi gravado integralmente por mim, que toquei todos os intrumentos e cantei. No entanto, a banda apoderar-se-á da canção e fará a sua versão em tempo a definir. Também por esse motivo, este é, como diria Hendrix, um "olá e adeus", mas não inglório ou inconsequente.
Um apontamento técnico absolutamente necessário: a voz que se ouve no final é do actor Mário Viegas, numa cena do filme "A Divina Comédia", de Manoel de Oliveira.
Para terminar, antes da letra de "Tecto de Abrir", um grande abraço para o meu amigo Gonçalo Cunha, que hoje abre asas e voa, livre. Abriu o tecto. Ejectou-se. Meu querido, só gostava que hoje pusesses, na despedida, ao som do "Tecto de Abrir" em volume máximo, os capacetes a abanar, a despeito da extrema sensibilidade auditiva da ilha de náufragos.
*Tecto de Abrir*
Eu sei o que é estar de fora da lei,
o que é ser um rato e um rei,
o que é não receber o amor que te dei...
Eu sei, o Governo quer o nosso bem,
enquanto ficarmos assim, como quem não tem
força p’ra trazer um amigo também...
O meu sonho,
o teu sonho
é navegar,
largar âncoras no mar,
ficar a ver galeões ao fundo,
com o peso dos dobrões ao fundo do mar...
Se eu sei que as coisas assim não estão bem,
que Abril ficou muito aquém, prosa é ninguém,
e o comum bem entre Homens...
O meu mundo,
o teu mundo
por sonhar,
abrir asas e voar,
ficar a ver aviões ao fundo,
de sonhos partidos, esfumados no ar;
abrir asas e voar,
seguir rumo ao nosso fundo
e o mundo será um lugar melhor...
Mas sem virar a vida de pernas para o ar,
quero uma casa para arrendar, mas sem consumir
a vista para o mar ou o carro com tecto de abrir...
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Depois de perdido o desenho original, esta é a digitalização possível de um remake teen do primeiro logótipo dos Baby Jane. Apesar de suja e imperfeita, a imagem tem o seu valor documental. O desenho é novamente de Hugo SimõesEtiquetas: Baby Jane, BD, Fotos e Imagens Cordianas, Hipertexto Vazante, Imagens e Afins