Vilanela do Pão Repartido
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Um turno é um túmulo a prestações.
A app escraviza em tempo real.
Diz não colectivo: faz revoluções.
Cérebro rendido não cria opiniões;
corpo registado em chip digital.
Um turno é um túmulo a prestações.
Mente submersa em simulações,
juízes em púlpito virtual.
Diz não colectivo: faz revoluções.
Suor transcrito em frias equações,
métrica do lucro, saldo imoral.
Um turno é um túmulo a prestações.
Máquinas de versejar vãs canções,
tributo no altar do capital:
Diz não colectivo – faz revoluções.
O homem, cascalho das instituições,
jaz mero resíduo industrial.
Um turno é um túmulo a prestações.
Diz não colectivo: faz revoluções.
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Ainda não é desta que assinalo o dia do golpe de Esta... er... quero dizer... Revolução com a publicação de um documentário fotográfico em filme que realizei em 2004, pelo trigésimo aniversário do 25 de Abril de 1974... Pedi há já longo tempo a um amigo para converter o filme em formato adequado, de modo a que eu pudesse fazer o respectivo upload no You Tube, mas o encontro ainda não foi possível, apesar de morarmos tão perto!... Etiquetas: 25 de Abril Sempre, Diário de Bordo, Fotos e Imagens Cordianas, Hipertexto Vazante, História, Imagens e Afins, Poesia Alheia, Política, Revolucionando
Por falar em "toca", e dando uma pirueta semiológica, o meu querido amigo T. atribuiu-me, na toca do Rato do Deserto, mais exactamente AQUI, um prémio piegas... Qualquer coisa como o glorioso laurel "Este blogue é um mimo". Parece que uma das regras sugere a passagem da honra a 50 (?!) blogues considerados "mimosos" ("ternurentos, simpáticos e agradáveis de se visitar").Etiquetas: 25 de Abril Sempre, Da Blogosfera, Diário de Bordo, Dos Futebóis, Fotos e Imagens Cordianas, Hipertexto Vazante, Imagens e Afins, Notas Explicativas, Quotidianos
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Creio que a foto é de Eduardo Gageiro. Incito os estimados leitores a participarem na "Sondagem Cordiana V: Portugal precisa de uma nova revolução?", uns posts abaixo...Etiquetas: 25 de Abril Sempre, Hipertexto Infuso, Hipertexto Vazante, História, Imagens e Afins, Revolucionando, Sondagens Cordianas
Excertos de "As Armas e o Povo", reportagem de Glauber Rocha (1974-75)
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Cerco ao Quartel do Carmo, em Lisboa. 25 de Abril de 1974.
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"Grândola, Vila Morena" é a canção de Zeca Afonso escolhida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) para segunda senha de sinalização da Revolução dos Cravos. Composta como homenagem à "Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense", onde, no dia 17 de Maio de 1964, José Afonso actua e conhece o guitarrista Carlos Paredes - "o que esse bicho faz da guitarra", escreveria aos pais em carta -, "Grândola" passou no programa "Limite", da Rádio Renascença, às 0h20m do dia 25. Estava dado o sinal para o arranque das tropas mais afastadas de Lisboa e a confirmação de que a revolução ganhava terreno. Zeca havia ficado impressionado com a colectividade Grandolense, "um local obscuro, quase sem estruturas nenhumas, com uma biblioteca com claros objectivos revolucionários, uma disciplina generalizada e aceite entre todos os membros, o que revelava já uma grande consciência e maturidade políticas".
"Vivi o 25 de Abril numa espécie de deslumbramento. Fui para o Carmo, andei por aí... Estava de tal modo entusiasmado com o fenómeno político que nem me apercebi bem, ou não dei importância a isso de Grândola. Só mais tarde, com o 28 de Setembro, o 11 de Março, quando recomeçaram os ataques fascistas e a Grândola era cantada nos momentos de maior perigo ou entusiasmo, me apercebi bem de tudo o que ela significava - e, naturalmente, tive uma certa satisfação".
Zeca Afonso
Fontes:
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